Araxá solicita ao Ministério da Saúde incorporação de R$ 4,7 milhões ao para garantir atendimento regional



O município de Araxá encaminhou ao Ministério da Saúde um pedido formal de incorporação de R$ 4.730.243,51 ao Teto Financeiro Federal de Média e Alta Complexidade (MAC). A solicitação tem como objetivo equilibrar a diferença entre a produção realizada pela rede de saúde local e os recursos atualmente repassados pelo Governo Federal, assegurando a continuidade da assistência à população da microrregião.

Araxá é polo regional de saúde e atende não apenas seus 111.691 habitantes, mas também a população de outros sete municípios: Pratinha, Ibiá, Tapira, Campos Altos, Santa Juliana, Perdizes e Pedrinópolis. Ao todo, são 190.805 pessoas que dependem dos serviços de média e alta complexidade ofertados na cidade .

Déficit crescente na rede de saúde

Em 2024, a produção ambulatorial e hospitalar aprovada chegou a R$ 15,5 milhões, enquanto o teto federal destinado a Araxá foi de apenas R$ 10,7 milhões, resultando em um déficit acumulado de mais de R$ 4,7 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 394 mil mensais.

Relevância do pleito

O prefeito Robson Magela destaca que o pleito é essencial para evitar riscos de desassistência e garantir a sustentabilidade da rede regional. “Trata-se de um pedido necessário para assegurar a integralidade e a resolutividade da rede de saúde de Araxá e dos municípios vizinhos. Sem essa recomposição, o município continuará sobrecarregado financeiramente, comprometendo a continuidade dos serviços de média e alta complexidade”, ressalta.

Impactos na rede

De acordo com o plano apresentado pela Secretaria Municipal de Saúde, os efeitos da defasagem de recursos já são sentidos:

• Sobrecarga da UPA 24h e dos Ambulatórios de Emergência (AMEs), que recebem fluxo acima da capacidade planejada;
• Crescimento da fila para consultas e procedimentos especializados em áreas como ortopedia, cardiologia, dermatologia, pneumologia e nefrologia;
• Aumento do tempo de espera para exames de maior complexidade, como ressonância magnética, ecocardiograma e endoscopia;
• Pressão sobre o orçamento municipal, que precisa complementar os repasses federais para manter contratos e serviços especializados

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